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A vida, na sua multiplicidade de contextos, é composta de escolhas. Escolhemos o quanto estudar e que áreas estudar e o nível de esforço e empenho que pomos num projeto profissional. Escolhemos se casamos ou não, se temos ou não filhos e quantos temos. Escolhemos como relaxar, o que comer, se fazemos ou não exercício físico e que exames médicos de rotina fazemos. Escolhemos o que compramos, onde investimos e o quanto poupamos. Enquanto líderes de equipa, num contexto laboral, escolhemos pessoas e decidimos como as motivar e compensar pelo o seu esforço. Enquanto cidadãos, escolhemos se votamos e em quem votamos, escolhemos o quanto nos preocupamos com o meio-ambiente e se contribuímos ou não para causas sociais.

A teoria económica tradicional pressupõe que as pessoas são totalmente racionais e que fazem sempre as escolhas mais acertadas, ou seja, as mais produtivas, mais saudáveis e as mais vantajosas financeiramente. Esta ideia de racionalidade extrema do ser humano é pura ficção. Na realidade, sofremos de enviesamentos cognitivos e temos emoções que condicionam as escolhas que fazemos. Mais, a teoria económica tradicional em larga medida pressupõe também que somos seres egoísta preocupados exclusivamente com o nosso-bem estar. Mas, na verdade, somos seres sociais em muitos contextos preocupados com o bem-estar do outro e influenciados pelas escolhas alheias.

Neste curso ficará a conhecer os enviesamentos cognitivos que influenciam as escolhas que fazemos, aprenderá sobre a importância das emoções e sentimentos nas escolhas e sobre a existência das preferências sociais e o papel do outro nas decisões económicas. Por último, aprenderá sobre a teoria do nudge e como é possível através de “pequenos empurrões” alterar as escolhas que fazemos.

 

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Joana Pais e Sandra Maximiano Joana Pais (Doutoramento em Economia, Universitat Autònoma de Barcelona, 2005) é Professora Associada com Agregação no ISEG, Universidade de Lisboa, coordenadora do Mestrado em Economia e coordenadora de dois centros de investigação: UECE – Unidade de Estudos sobre Complexidade e Economia e REM – Research in Economics and Mathematics. É ainda coordenadora do XLAB – Behavioural Research Lab, um laboratório que explora a tomada de decisão e o comportamento económico, político e social, suportado pelo consórcio PASSDA (Production and Archive of Social Science Data). Os seus interesses de investigação abrangem áreas como a economia comportamental, a economia experimental, a teoria de jogos, em particular a teoria da afectação, e o desenho de mercados. Publicou nestas áreas em revistas como Economic Theory, Experimental Economics, Games and Economic Behavior e International Economic Review. Sandra Maximiano (Doutoramento em Economia, University of Amsterdam, 2007) é Professora Associada de Economia no ISEG, Universidade de Lisboa). Antes de colaborar com o ISEG, foi Professora Auxiliar na Faculdade de Purdue e investigadora na Universidade de Chicago. A sua investigação atravessa vários temas: economia experimental e comportamental, economia organizacional e do trabalho, políticas públicas e gestão da informação. Centra-se em explorar questões relacionadas com preferências sociais e morais, diferenças de género em decisões económicas e na dinâmica da informação em ambientes competitivos e cooperativos. Usa principalmente o laboratório e experiências de campo para estudar o comportamento económico humano e para recolher dados. O seu trabalho está publicado em revistas como Review of Economic Studies, Economic Journal, Experimental Economics e Games and Economic Behavior. É, desde 2015, autora duma coluna semanal – &conomia à 6ª – no jornal português Expresso.

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